18 março Ator paraibano Itamê Júnior na Globo

Itamê Júnior

O ator paraibano Itamê Júnior estará no retorno da novela Salve-se Quem Puder, na TV Globo, a qual voltará ao ar no dia 22 de março, no horário das 19h30. O personagem dele, Paulo, chegou a aparecer na primeira fase do folhetim do horário das sete, antes da pausa nas gravações por causa da pandemia do coronavírus. Com a reprise dos capítulos anteriores, será possível rever a aparição do ator ao lado de Beth Faria e Ary Fontoura, que interpretam seus pais ‘na novela dentro da novela’. É que Itamê interpreta um personagem de uma ficção dentro de Salve-se Quem Puder.

 

Mas Itamê vai além. Ele também poderá ser visto na série do Globoplay, O Anjo de Hamburgo, na qual interpreta um soldado nazista. A obra conta a história de Aracy de Carvalho, uma brasileira que salvou a vida de centenas de judeus na Alemanha durante a 2ª Guerra Mundial. Entre as estrelas que fazem parte do elenco estão Sophie Charlotte, Rodrigo Lombardi e Tarcísio Filho. Para interpretar o novo personagem, Itamê garante que está estudando a cultura alemã e já mudou o visual.

 

[Fonte: ClickPB]

13 março Comemoração surpresa

Matheus Dore e Beatriz Ribeiro Coutinho

O potiguar Matheus Dore recebeu uma surpresa da sua namorada Beatriz Ribeiro Coutinho na noite desta sexta-feira para comemorar o seu aniversário com um jantar na sua residência ao redor dos familiares. Só alegria!

13 março Selo eletrônico EcoTribe celebra uma década com live com 12 horas de duração

DJ FMenezs

O selo pernambucano de música eletrônica, EcoTribe, garantirá 10 horas de batidas na LIVE comemorativa que acontece, no próximo dia 27 de março, a partir das 14h. O evento será transmitido no canal oficial da marca no Youtube e celebra os 10 anos de existência.

 

O line up, com 12 horas de duração, contará com 10 DJ ‘s que seguirão as vertentes do techno ao psy trance, agradando todo tipo de público que curte o estilo musical. Cada um tocará por uma hora. Formam o line up: FMenezs (PE), John Axe (PE), Pateta (PE), Dry Groove (PE), At Ohm (PE), Knuckles (PE), Muribi (PB), Frenetic (PB), E.Mind (PB) e Triplo X (AL).

 

O projeto tem patrocínio da Lei Aldir Blanc para ajuda aos profissionais de eventos como DJs, produtores e toda cadeira produtiva envolvida no projeto.

 

Antes da pandemia, a EcoTribe girava o Estado com eventos open air, em destaque no Litoral, mas já com edições no Recife.

 

Os organizadores pedem que os interessados ativem o lembrete e se inscrevem no canal da marca no You Tube:

https://www.youtube.com/c/EcoTribe/

09 março Dicas da Netflix por Bianca Soares

Bianca Soares

Todos presentes na Netflix

 

Filmes
1- Loucuras de amor
2- Obsessiva
3- Um olhar do paraíso
4- A sentinela
5- Ilha do medo

 

Séries
1- Nada Ortodoxa
2- Areia Movediça
3- Bridgerton
4- Lupin
5- Inacreditável

 

Documentários
1- O caso Gabriel Fernandez
2- O povo contra O.J. Simpson
3- 60 days in
4- Cenas de um Homicídio: Uma família vizinha
5- Por dentro das prisões mais severas do mundo

08 março Stepan Nercessian lança o livro Garimpo de almas – editora Tordesilhas

Atrizes e atores possuem, talvez, mais vidas em si do que qualquer um de nós.

Transformam-se em instrumentos e levam vidas destinadas a abrigar experiências daqueles que, muitas das vezes, sequer existem – personagens são criações com origem em muitos seres, formados a partir de memórias, imagens e ideias. Uma amálgama humana, em que um homem comporta cem. É partindo dessa experiência de múltiplas vidas e vozes que Stepan Nercessian, premiado artista e ator brasileiro, conhecido por trabalhos para a televisão e cinema, se lança em outra forma de contar histórias: a narrativa de ficção.

 

Publicado pela editora Tordesilhas Livros Garimpo de almas é um livro de prosa experimental no qual a poesia, a memória e um olhar elegantemente desprendido do ego imperam, como o olhar que só se pode conferir à vida em nossos últimos dias. No romance, um homem é abalado pela dura imposição do tempo sobre sua estada no mundo, criando contraste entre o que foi e o que é. Nessa desilusão derradeira, Nercessian constrói um personagem real, que poderia ser qualquer um de nós.

 

Em sua carreira de anos como ator, Stepan Nercessian conquistou a maestria sobre seu ofício e o reconhecimento do público e da crítica, tendo recebido o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de Melhor Ator em 2019 por seu trabalho interpretando o personagem principal no longa de Andrucha Waddington, Chacrinha: O Velho Guerreiro (2018).

 

Agora, em Garimpo de almas, Nercessian leva a mesma maestria ao construir vidas para o texto, fazendo das palavras e da literatura sua nova ferramenta e campo de estudo para viver vidas para além de si.

 

“A mente do escritor Stepan Nercessian é, antes de tudo, uma mente brasileira de colonização carioca, capaz de rir do que lhe faz mal, como nossos melhores sambistas, chargistas e escritores. O movimento do nosso autor pode ter duas direções distintas, sempre com as mesmas consequências – ou ele parte de uma desgraceira danada para rir-se dela, ou começa rindo da realidade banal para depois elevá-la a tragédia.” – CACÁ DIEGUES

 

Stepan Nercessian nasceu em 02 de dezembro de 1953, em Goiás. Filho de Karabet Nercessian, armênio, e dona Luiza Nercessian, cearense. Tem quatro irmãs, Armenia, Hayni, Anita e Celina. Casado com Desireé Nercessian, mora no Rio de Janeiro e tem mais de 50 anos de atuação nas artes. Premiado por suas atuações no cinema, na televisão e com passagens marcantes pelo teatro, Stepan também trabalhou como revisor e repórter no Jornal Cinco de Março, em Goiânia. Agora dedicado à literatura, promete outras obras após sua estreia com Garimpo de almas.

 

“Devemos ser gratos aos que realizam nossos sonhos e gratíssimos aos que sonham por nós, que nos ensinam a sonhar.”

 

Sobre Tordesilhas

Ampliar sua atuação em outros segmentos do mercado, com ênfase nos gêneros de não ficção mais valorizados pelos leitores brasileiros, como biografias, memórias e livros de reportagem. Esse é o objetivo do selo Tordesilhas em sua nova etapa. O apuro na produção dos títulos continua sendo marca registrada do selo, assim como seu compromisso com o rigor das edições e da busca por autores renomados. Além dos clássicos, revisitados com criatividade, estão no radar da nova Tordesilhas escritores nacionais e internacionais que investiguem temas contemporâneos, capazes de nos ajudar a compreender mutações aceleradas do mundo no início do século 21.

01 março Destaque

Michelle Ramalho

Mais uma grande conquista da Nova Arbitragem Paraibana, o árbitro do quadro da CEAF-PB, Wagner Reway, foi escolhido, no Prêmio Brasileirão 2020, melhor Árbitro de Vídeo. A solenidade aconteceu na sede da CBF, Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (26) e reuniu os melhores do Campeonato Brasileiro.

 

A eleição dos melhores árbitros foi definida pelos critérios técnicos de qualidade da Comissão de Arbitragem da CBF, comandada por Leonardo Gaciba.

 

A Presidente, Michelle Ramalho, parabenizou o árbitro Wagner Reway pela dedicação e frisou que esse prêmio ilustre é fruto de um trabalho árduo no futebol. E que a FPF está muito orgulhosa e feliz com o reconhecimento do árbitro nacionalmente e, também, afirmou que deseja que além de, Wagner Reway, muitos outros obtenha grande sucesso na carreira profissional.

 

De acordo com Arthur Alves, presidente da CEAF-PB, Wagner Reway é um exemplo para todos os árbitros e que está muito orgulhoso e emocionado pois esse prêmio é a realização de um sonho.

25 fevereiro Programa FARO chega à rádio Nova Brasil FM e se firma como um dos principais espaços dedicados à  música brasileira contemporânea no dial nacional

Propor um olhar mais atento às novidades da música brasileira: esta é a proposta seguida pelo programa FARO há 13 anos. Apresentada pela jornalista Fabiane Pereira, a atração nascida na extinta MPB FM passou pela SulAmérica Paradiso, pela MOOD FM  (todas no dial carioca) e, agora, ganha uma nova casa. A partir do dia 25 de fevereiro, quinta-feira, às 22h, o FARO  passa a fazer parte da programação da Nova Brasil FM – uma das principais emissoras de rádio dedicadas à produção nacional.

 

Semanalmente, Fabiane Pereira receberá artistas para entrevistas, sendo Letícia Novaes, mais conhecida como Letrux, a participação confirmada para a estreia.

 

Fruto de uma curiosidade aguçada e da intenção de virar o holofote para nomes que muitas vezes ficam à margem de espaços mainstream, o FARO tem como premissa a democratização do universo radiofônico, comprometendo-se a apresentar aos ouvintes novos sons. Por lá, a apresentadora já recebeu de Criolo a Emicida, passando por Céu. A cantora paulista, inclusive, integra o time de artistas que irão passar pelo programa em março, ela é a entrevistada do dia 11. A lista dos primeiros convidados ainda traz Russo Passapusso, no dia 4, Criolo, no dia 18, e Johnny Hooker encerrando esse primeiro ciclo, no dia 25.

 

“Estou feliz em ocupar um espaço radiofônico com tanta tradição na promoção da música brasileira e colaborar com a rádio na renovação da sua programação”, diz Fabiane. “O rádio é um dos principais veículos de comunicação, ele chega em lugares que, muitas vezes, nem a internet nem a TV chegam. É fundamental que o rádio abrace a nova produção musical contemporânea e o FARO faz esse papel de conectar sonoridades e lugares diferentes. E agora amplificaremos isso com a audiência e o prestígio da Nova Brasil FM”, destaca.

 

A renovação mencionada pela jornalista acontece desde abril de 2020, quando a programação artística da rádio Nova Brasil FM passou a ser gerenciada por Luciano Gomes. Marca que há 20 anos aposta na música brasileira como patrimônio imaterial do país e privilegia a cultura nacional em seus conteúdos e produtos, a rádio fala com mais de 3 milhões de pessoas por mês através do dial, das plataformas digitais, ativações, eventos e streaming. A Nova Brasil está presente em 11 praças: São Paulo (89,7), Rio de Janeiro (89,5), Recife (94,3), Salvador (104,7), Brasília (97,5), Campinas (103,7), Araçatuba (95,5), Ribeirão Preto (91,3), Fortaleza (106,5), Maceió (106,5) e Aracaju (93,5) alcançando mais de 400 cidades brasileiras.

 

 

 

19 fevereiro

Romero Ferro lança versão acústica de “E Se Não Era Amor” com participação de Duda Brack

Romero Ferro lançou “E Se Não Era Amor” em outubro de 2020, o single marcou sua estreia como artista do selo Milk Music além de ter sido o primeiro material inédito depois do ciclo de trabalho do CD “FERRO”. Agora a música ganha nova roupagem e participação de Duda Brack, que promete dar ainda mais destaque à sensibilidade e visceralidade presentes na obra.

 

O cantor e compositor pernambucano afirmou que o processo de fazer uma versão acústica para “E Se Não Era Amor” veio da vontade de mostrá-la despida, ela por ela mesma. A canção nasceu na pandemia, e traz consigo um lirismo muito explorado por Romero em suas baladas, encaminhando o ouvinte ao ponto máximo da emoção. “Ambas as versões me representam, mas tem obras que ficam mais viscerais quando você as coloca em um contexto mais limpo, de voz e violão, foi exatamente o que aconteceu”, afirmou.

 

 

Para a participação, Romero buscou uma voz marcante para somar no resultado final. “Conheço o trabalho dela faz tempo, e sabia que esse convite chegaria em uma hora especial. Ela trouxe uma densidade à letra, junto com um olhar muito particular”, contou, explicando que a canção retrata um casal tendo a sua última discussão, com todos os sentimentos à flor-da-pele. Segundo ele, Duda entrou de cabeça na proposta e o resultado foi emocionante.

 

Para Duda Brack, a versão acústica é uma forma de se conectar mais diretamente com os fãs. “Acho que o trabalho do Romero tem uma proposta estética de sonoridade, assim como o meu. Ao longo da quarentena fui desenvolvendo muita coisa de voz e violão, por conta das lives, e ele veio trazendo a ideia nesse mesmo sentimento de conexão mais fluida. A gente super se conectou nesse lugar”, explicou a artista.

17 fevereiro Carnavalizar a vida, coração

Sarah Falcão

Nesta terça-feira foi ao ar a edição digital de fevereiro da revista Elle, a Elle View. A edição conta com matérias que falam sobre o universo do Carnaval – marcas, artistas, estilistas, blocos e etc. E quem figura na matéria “Carnavalizar a vida, coração”, escrita por Chantal Sordi, é a paraibana Sarah Falcão – com seu Ateliê Sarah Falcão (@ateliesarahfalcao). Além de Sarah, também estão na matéria outros estilistas relevantes do mercado de Carnaval como Walério Araújo, Fernando Cozendey, Eduardo Caires, Alexia Hentsch e Dercy (Alice Correa e Débora Cruz). Confira a seguir a matéria na íntegra:

 

A notícia do cancelamento do Carnaval 2021 não só entristeceu foliões ao redor do Brasil, mas também impactou toda uma indústria que, só no ano passado, movimentou R$ 8 bilhões na economia nacional – um aumento de 48% em comparação a 2019 e um recorde segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em São Paulo, por exemplo, 15 milhões de pessoas geraram uma receita de R$ 2,75 bilhões para o Carnaval de rua da cidade. No Rio, foram R$ 4 bilhões, segundo a Riotur, 31,2% a mais do que no ano anterior.

 

Com a pandemia sem sinal de arrefecimento e a vacinação em ritmo lentíssimo, a alternativa mais segura foi apelar para os eventos online – e eles são vários. Contudo, eles não dão conta de absorver o impacto no mercado, que já sente o prejuízo causado pela pandemia. Entre os afetados, estão uma série de empreendedores de moda que construíram e consagraram seus negócios e carreiras em torno das festividades.

 

É o caso de Walério Araújo, um dos principais nomes da indústria do brilho. “A roupa me levou para o Carnaval. O paetê e tudo que reluz sempre fizeram parte do meu universo. Mesmo ao criar uma camiseta ou jeans, eu dava um toque com plumas, luvas e cristais”, diz o estilista pernambucano, baseado em São Paulo. Desde os anos 1990, ele assinou looks para ícones carnavalescos como Elke Maravilha, Claudia Leitte, Sabrina Sato e Gaby Amarantos, entre outras. “Por mais que faça uma roupa focada no baile ou na avenida, tem sempre uma pegada de moda. Isso é o que me diferencia e gera essa procura”, completa.
Para Walério, a data representa quase 100% de seu faturamento anual. “Realmente é a época que mais lucro, que sou mais procurado e em que durmo apenas duas horas por noite.” Durante os 30 anos de carreira, a marca expandiu para além daqueles três ou quatros dias de puro êxtase. Porém, com a pandemia de COVID-19, o negócio desacelerou. “Quando o bicho pegou, estava prestes a comemorar meus 50 anos com um baile de máscaras para mil pessoas. Foi tudo cancelado”, lamenta. “Agora, estou em um momento de espera para que as pessoas se vacinem e façam pequenos encontros onde eu possa, além de comemorar meus 51 anos de uma forma intimista (e com um dress code à fantasia), realizar alguns trabalhos.”

 

 

“Temos dois clientes fazendo roupas para um futuro carnavalesco possível”, fala Wilson Ranieri, estilista focado em produção sob medida e demanda que começou a desenvolver looks para a folia de maneira despretensiosa há quatro anos e não parou mais. “Começou como uma brincadeira, quando saí para um bloco de rua, em São Paulo, e não queria uma fantasia comprada.” Ao lado da amiga e também estilista Lívia Barros, da Ken-gá Bitchwear, eles fizeram uma primeira coleção colaborativa, batizada de Parsereia. “A cidade estava começando a se movimentar mais intensamente em torno desses eventos e a coleção, que era de farra, veio a calhar, junto com uma nova demanda por roupas brilhantes. A partir daí, passamos a levar tudo mais a sério.

 

 

Desde então, o estilista planeja o Carnaval como uma coleção para virar o ano, que representa mais de 70% do seu faturamento anual. “Há dois anos, isso se oficializou no ateliê. Em janeiro, paramos tudo para cuidar dessa produção”, diz. “Em 2020, por exemplo, ficamos completamente tomados por isso. Fiz roupas para blocos, para cantoras, escolas de samba. E teve muita procura e precisei até declinar outros trabalhos para me focar nisso.”

 

 

A alta demanda também se deve ao preço mais acessível, já que as roupas são pensadas para a jogação. “Mesmo usando estampas exclusivas e matérias-primas interessantes, procuro manter valores em conta e fiquei atrelado a isso. Como nos últimos anos a procura se multiplicou por 20, conseguimos produzir mais, desenvolver um maior número de modelos e vender o estoque inteiro”, explica o estilista.

 

Este ano, porém, foi diferente. “É um mix de sentimentos, pois o ateliê está funcionando graças aos clientes que estão retomando algumas coisas da vida, mas a saudade do Carnaval vai ficar guardadinha”, conta Ranieri, que já está de olho em 2022. “Estamos aguardando. Se tiver algo no final do ano será outra coisa”, diz. “Talvez tenha uma coleção ali na frente, mas temos que entender como será a vacinação para, quem sabe, planejar uma linha especial para o momento do abraço.”

 

Foi no final de 2016 que a Ken-gá, de Janaina Azevedo e Lívia Barros, começou a perceber um crescimento de demanda relacionado ao Carnaval. “Foi quando lançamos os brincos Fora Temer e Sai Machista, especialmente para as mulheres poderem passar uma mensagem de proteção e protesto na folia”, fala Barros. As peças se tornaram hit e, de lá pra cá, a Ken-gá virou referência no Carnaval de São Paulo. “Cada vez mais as pessoas querem sair com roupas extravagantes. Elas se seguram o ano inteiro para isso e, por oferecermos criações brilhantes e ousadas, sempre fomos muito ligadas a essa festa. É nosso grande forte”, continua ela.

 

No novo QG da marca, recém-inaugurado na galeria do Edifício Louvre, no centro de São Paulo, a produção não parou, apesar de estar mais enxuta. “Teremos alguns lançamentos na época do Carnaval, mas estamos focadas na nossa loja, marcando horário para visitas, fazendo promoções e usando esse momento para desenhar o site e reestruturar a marca”, explica Barros.

 

 

Essa espécie de pausa para reorganização também foi adotada pelo carioca Fernando Cozendey, cujas criações divertidas e ousadas o colocaram no topo da lista de quem quer arrasar nos bailes e blocos. “Comecei minha marca há dez anos por diversão nunca imaginei que iria dar certo”, diz. “Tudo que um designer quer é ver as pessoas usando suas criações e o momento em que mais vejo isso é no Carnaval. A cada ano que passa, a minha inserção nessa época aumenta.”

 

Para ele, 2020 foi um ano recorde de vendas. “Já tinha um e-commerce pronto, então consegui colocar a coleção à venda antes do Carnaval para expandir o alcance, especialmente em São Paulo, onde tive um aumento na demanda e também onde desfilo na Casa de Criadores. A plataforma digital o ajudou a segurar as pontas nos meses seguintes e difícil do ano passado. “Decidi trazer as peças-ícones da marca, que têm bastante procura, e oferecê-las no site para encomendas. Até o acervo de produção está disponível. Por enquanto, temos que ter paciência, porque, quando isso acabar, vai ser festa por três semanas.”

 

 

A recifense Sarah Falcão também precisou dar um passo atrás devido à pandemia. “Estou fazendo algumas encomendas, mas como exerço outras atividades profissionais, apesar do grande impacto, estou conseguindo dar conta de passar esse ano quase sem produção”, explica a designer, conhecida pelos acessórios de cabeça feitos a mão. “Essa semana fui ao centro deRecife comprar material e é nítido o impacto nas lojas”, diz. “Lugares que, antes, eram lotados de artigos para fantasias, estavam vazios pela falta de procura por esses produtos.”
Enquanto alguns enxugam a produção, no aguardo por dias melhores, outros tentam levar o brilho para outros momentos, como a paulistana Paeteh e a baiana Realce. “Começamos a visualizar novas possibilidades e mercados, com peças para todo tipo de celebração”, explica Estéfano Hornhardt, sócio da Paeteh ao lado de Gustavo Pinhal. “Desde o lançamento da marca, há quatro anos, tivemos um crescimento de 40% e o Carnaval representa uma parcela gigante do nosso faturamento. Por enquanto, estamos conseguindo esperar, pois sabemos que é um momento passageiro e temos a esperança de que, no ano que vem, consigamos aproveitar melhor”, completa.

 

Em Salvador, o produtor de moda e idealizador da Realce, Victor Portela, também está levando as lantejoulas e o lurex de suas criações para outras possibilidades. “Da primeira coleção de 2016 para cá, entendi que havia um apelo maior de vendas no Carnaval, ao mesmo tempo que minhas peças se tornavam mais roupas e não só fantasia. Hoje, quero ir além do bloco”, conta. “Foi um ano difícil, mas não podia ficar parado. Fiz uma coleção com vestidos de paetê com plumas, calças com franjas e jaquetas bomber.” O retorno foi positivo, mesmo sem o calendário de verão e com eventos cancelados. “Quero caminhar cada vez mais para um conceito de roupa para momentos especiais, afinal o paetê é para a vida inteira.”

 

Com 20% da produção reduzida, Portela está esperando a poeira baixar para lançar a segunda parte da linha. “A minha compra de tecido foi feita pensando em uma coleção maior. Assim que tiver um sinal de luz, vou retomar as atividades, porque acredito que gente é para brilhar.”

 

 

Outra saída encontrada por marcas carnavalescas, como a mineira Dercy e a carioca Alexia Hentsch, foi a colaboração com outras grifes. “Chegamos a pensar em não fazer nada, mas sentimos que, especialmente neste momento, as pessoas precisam de algo que faça os olhos brilharem e de algo para alegrar o dia a dia”, conta Alice Correa, uma das fundadoras da Dercy, ao lado de Débora Cruz.

 

A solução foi uma parceria com a Kanssei, grife do estilista Lucas Magalhães. “O encontro do Carnaval com o loungewear é uma explosão de cores, brilhos e texturas. Peças fluidas, confortáveis e muito glamourosas para usar em casa e na vida”, comenta Correa. A correria foi grande para conseguir lançar ainda em fevereiro, mas o esforço valeu a pena.

 

 

“Estamos muito felizes com o resultado dessa collab, que é uma carta de amor para todos os corações carnavalescos que estão apertadinhos este ano”, continua ela.

 

A suíço-carioca Alexia ficou famosa entre as it-girls brasileiras pelos bodies de tule, que vão do baile ao bloco, e pelas maxicabeças, capazes de parar qualquer evento. Hoje, ela está no quarto ano de parceria com a Farm, tem collabs engatilhadas com a Loungerie e a multimarcas Pinga para serem lançadas entre fevereiro e março, além de um projeto pessoal inspirado pelo isolamento social. “Comecei a usar materiais que se encontram em casa, tipo sacola de compras, vassoura, balde, tudo que é de plástico”, diz. “Se você prestar atenção, existem coisas muito bonitas nesses objetos. E, se começar a desfazê-los, pode aplicar suas partes em um chapéu ou acessório. Fica o máximo.”

 

 

Seus bodies também estão disponíveis em sua loja online, assim como peças sob medida e feitas por encomenda. “Estou fazendo uma roupa inteira de paetês para uma cliente. Parece um look da Mangueira dos anos 1970”, comenta. “É um ano em que o faturamento de Carnaval é praticamente zero, mas tudo o que faço tem esse mood. Então ele está sempre presente.”

 

O trabalho artesanal que envolve especialmente a produção de acessórios também faz com que alguns designers consigam se manter além das festividades, como Eduardo Caires e Victor Hugo Mattos. “Quando comecei a desenvolver algumas peças mais glamourosas, como as pochetes e body chains, que foram encomendadas com exclusividade para Sabrina Sato, no Carnaval do ano passado, percebi que poderia criar diversos itens com essa mesma estética, mas para outras ocasiões”, conta o paulistano Eduardo Caires. “A partir desse momento, percebi que a marca havia ganhado força para se manter além do calendário da folia.” Suas criações mais recentes, como a colaboração em parceria com a banda Noporn, estão disponíveis na sua loja virtual.

 

Apesar de sua label homônima ser bastante associada aos looks das festas canceladas neste 2021, o carioca radicado em São Paulo Victor Hugo Mattos segue com seu trabalho manual independente da falta do festejo. Sua mais recente coleção é inspirada no poder de cura do sol. São maiôs, vestidos e cabeças de crochê com muita pedraria, feitos sob medida e por encomenda.

 

“Sempre gostei de drama, de fantasia. Comecei meu trabalho autoral desenvolvendo acessórios de cabeça. Essas primeiras produções foram direcionadas para publicidades e eventos relacionados ao Carnaval”, conta ele, que já assinou looks para os principais bailes do eixo Rio-São Paulo. Assim que possível, ele deseja conquistar também as avenidas. “Gostaria de desenvolver algo grandioso para a Sapucaí, para os desfiles das escolas de samba do Rio. Uma ala, comissão de frente, quiçá um desfile inteiro algum dia. Por enquanto não faz sentido termos as festas, mas sem dúvida o Carnaval pós-pandemia será um dos maiores.” Assim esperamos – e não duvidamos.

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