5 abril

Perfil Selecta Club: Lucas Freitas

Perfil Selecta Club: Lucas Freitas

Nossa segunda entrevista para o "Perfil Selecta Club" é com um jovem fotógrafo que estamos sempre de olho: Lucas Freitas. Lucas há alguns anos vem desenvolvendo um trabalho fotográfico de moda bastante reconhecido tanto dentro quanto fora do estado. Prestes a fazer uma grande mudança em sua vida, abrindo um estúdio em São Paulo, entrevistamos o garoto equanto ele ainda circula por aqui pela terrinha e mostramos pra vocês um pouco de quem é esse talento local da fotografia. 

Selecta Club: Como a fotografia surgiu na sua vida?
Lucas Freitas: Desde pequeno eu sempre curti moda e o que ela pode fazer conosco. A ilustração de moda me encantou quando eu tive acesso a editoriais de grandes fotógrafos – Camilla Akrans, Meisel – e criei um vício sobre o lúdico das fotos. Assim, comecei a estudar, me aperfeiçoar, e o principal: Sou fissurado no que uma foto de moda pode causar, nas opiniões, criticas… Foto de moda sempre rende alguma coisa, boa ou ruim, é pra isso que eu estou aqui.

SC: De onde veio a predileção por fotografia de moda?
LF: Como disse acima, antes de curtir fotografia em si, eu curtia moda, cores… Enfim, esse universo me fascina, e me deixa desobedecer as ordens teóricas da fotografia. Sempre digo isso, sou um grande desobediente (risos), nao curto as coisas certinhas mas, de fato, as possibilidades – que são milhares. 

SC: Quais suas maiores referências profissionais e artísticas?
LF: Camilla Akrans, Meisel e os meus novos inspiradores realmente são Mert Alas e Marcus Piggot – pra mim, os melhores até hoje. Embora sejam novos na moda, eles ousam nas cores e não tem medo de deixar irreal, fake. Amo isso!

SC: Você está prestes a se mudar para São Paulo, onde irá abrir um estúdio. Como está sendo a preparação para essa grande mudança? 
LF: Então, esse assunto acaba sendo o mais complexo e dificil de falar, pois pra mim deixar este sonho que comecei aqui de implantar a fotografia de moda na cidade, sair do tradicionalismo e tal, é realmente como tirar o doce de uma criança. Eu já estou desenvolvendo coisas de nível nacional e até internacional com clientes daqui e de interiores que querem deixar suas marcas com cara de grife e acabar com a história que aqui só se faz coisa cultural. O que me deixa feliz é que em partes eu consegui isso de uma forma muito lenta porém muito firme. Tanto, que voltarei a João Pessoa para continuar esses projetos com 12 clientes do nordeste. Em sampa as coisas apareceram há muito tempo atrás, mas eu sou pé no chão demais. Embora adore desafios, sabia que nao era minha hora. Mas agora realmente me sinto preparado e o principal: com novos equipamentos para entrar na "briga". Neste universo tudo custa caro. Em SP não vale a pena só ter bom gosto, tem que trabalhar com as melhores referências de equipamentos pra acabar nao sendo mais um entre um milhão dos que fazem fashion shoots. Por enquanto vou fotografar algumas revistas de moda da cidade, campanhas e composites e começar o sonho do estudio, lento, mas eterno – garanto. Tô com ótimas parcerias em Sampa, muita gente que eu admiro nacionalmente apostando muito no meu trabalho. Isso vai ser realmente a maior virada que minha vida já deu. Estou sem medo e feliz.
 
 
SC: Quais são seus trabalhos favoritos, aqueles que mais curtiu fazer e também o resultado?
LF: Eu sou muito auto-crítico, sou daqueles que amam a foto nas primeiras horas e quando a luz do ambiente de pós edição muda eu não quero mais nem olhar, sabe? [risos] Chega a ser engraçado, quem trabalha comigo sempre briga por eu ter esse comportamento diante do que faço. Eu curto muito algumas fotos que muita gente acaba nao curtindo tanto por ter trabalhado em cima daquilo com muito sentimento, então acabam sendo filhos que eu tenho.
 

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