Fica a dica por Joaquim Lorenzoni

Fica a dica por Joaquim Lorenzoni
Joaquim Lorenzoni é advogado, ousado, sonhador, bibliófilo, cinéfilo e baladeiro

“Hoje, o tom vai ser um pouco diferente de tudo que escrevi até agora: Vou abordar um assunto, bem polêmico, que muitos ainda consideram tabu, ao passo que alguns o praticam e, por fim, mas não menos importante, outros são vítimas e não sabem o que fazer.

 

BULLYING!

 

A série Os 13 Porquês, que eu já indiquei numa coluna anterior, pode até ser triste e pesada, porém, além de um alerta, é um poço de sabedoria. A propósito, confesso que, em que pese tê-la indicado, eu mesmo não terminei de assistir rsrs. Ainda estou no episódio 6, haja vista estar em ritmo de tartaruga, quase parando, apreciando como se fosse um bom vinho. E, se tem uma coisa que me marcou até agora, de maneira indelével, foi a frase que aparece já quase no final do episódio 3.

 

Ei-la:

“Tudo afeta tudo.”

 

É de uma simplicidade desconfortante, mas possui uma verdade inquestionável, a ponto de eu achar que devia ser entalhada numa pedra sagrada e exposta para o mundo todo vê-la. Mais importante: APRENDÊ-LA! Querem um exemplo prático? O ano era 2015. A data, 10 de julho. Apesar de nunca ter ido (até então, tinha apenas ouvido falar de algumas festas lendárias realizadas no Paço dos Leões), resolvi me aventurar numa festa 100% de música eletrônica, a tal da “Selecta Club Circus”, que estava sendo produzida pela própria Celeste Maia. Tinha amigos com os quais ir, então, fui. Cheguei, adorei e me viciei. No ritmo, tão somente (que fique claro). O engraçado é que, no flyer virtual, constava a seguinte frase: “Ir além é apenas o começo.”. QUE COMEÇO!!!  Dancei até o final hahaha. Experimentei a Skol Beats Senses naquele dia, e foi tudo muito fascinante!!! De lá pra cá, já fui em 47 (quarenta e sete) baladas de música eletrônica (isso contando apenas as contabilizadas) e, hoje, nem bebo mais cerveja. Basta o ritmo. Só isso. No máximo, incluo uma água de coco, energético e alguns refrigerantes. E só!!! Acreditem, indo a esse tipo de evento com frequência, a minha inteligência social aumentou em proporções míticas!!! Rsrs.

 

Enfim, o ponto aqui é que a iniciativa de Celeste Maia, de produzir essa balada literalmente ÉPICA, afetou tudo o que aconteceu comigo de lá pra cá, e serei eternamente grato por isso. Mas, pera aí, Joaquim! Você disse que ia falar de bullying!!!

 

Promessa é dívida hahaha.

 

Vou abordar essa questão agora. O que relatei acima, sobre meu início em baladas de música eletrônica, já aconteceu numa fase razoável da minha vida, na qual aconteciam muito mais coisas boas do que ruins. Ocorre que, antigamente, e quando falo antigamente me refiro aos tempos de escola, nos quais nem morava aqui em João Pessoa (residia em Condado-PE) e, em determinada parte deles, só vinha passar as férias e alguns finais de semana, devidamente aproveitados no Manaíra Shopping, a coisa era pior do que um front de guerra. Cada dia era uma batalha. Quando o meu único amigo faltava à aula, parecia que eu tinha sido abandonado numa ilha deserta sem perspectiva de salvamento!!! Quando levava uma fita K7, com músicas que considerava iradas (pop internacional, rock etc.), para ser tocada no ônibus que nos conduzia, me chamavam de doido, me acusavam de ter nascido com mau gosto musical, tiravam a fita com pouco mais de alguns minutos, dentre otras cositas más.Quando tentava “dar em cima” da mulher (à época, adolescente) que me interessava, ela dizia que a garota que desejasse namorar comigo teria que ser cega ou doida. Enfim, o que foi relatado é apenas um terço da missa. E eu não quero ser enfadonho. O que importa é que tudo isso afetou tudo que sou hoje, notadamente por me fazer ter vontade de virar o jogo e, eu virei, ah como virei. Ainda tenho muito o que realizar, mas aqui vai uma parcial:

 

Aquele garoto que tinha um único amigo, hoje, só no facebook, tem 5.000 (conheço uns 30% desse número pessoalmente e, cada vez mais, expando a porcentagem de conhecidos com idas a cafés, açaíterias, cinema etc.). Sabem o adolescente que levava a fita k7 com músicas que ninguém queria escutar e era tido como detentor de um extremo mau gosto? Hoje, além de assinar uma coluna aqui no Selecta Club, é o Presidente da Comissão de Direito, Arte e Cultura da OAB/PB. Com relação ao sucesso com as mulheres, basta dizer que as duas namoradas, com as quais tive maior tempo de namoro, vieram até mim, sem que eu precisasse iniciar dando em cima delas, após o que tive muita atitude para efetivamente fazer os respectivos namoros acontecerem haha.

 

QUEM DIRIA!?

As músicas que eu ouvia! Foram elas que me salvaram. Elas disseram!!!Me deram esperança. Possuíam, e ainda possuem, uma vibe de que é SIM possível dar a volta por cima, não importando o jogo no qual você estiver inserido. Portanto, agora, vou indicar apenas três delas que fizeram TODA a diferença na minha vida. Espero que façam na sua também!!!

 

Ei-las:

1) Skater Boy – Avril Lavigne:

 

2) Everyday – Bon Jovi:

 

3) Só Rezo – NX Zero (Detalhe: Essa eu vi e ouvi AO VIVO num show deles aqui em João Pessoa, coincidentemente, na Domus Hall, do Manaíra Shopping, que foi exatamente onde também rolou a “Selecta Club Circus” produzida por Celeste):

 

Até a próxima!”

 

– Joaquim Lorenzoni