16 julho

Festival Água Doce

Festival Água Doce

Evento que celebra a união entre os povos e o respeito entre as diversas religiões, o Festival Água Doce homenageia, através do Orixá Oxum – cultuada no Candomblé e na Umbanda – sincretizada em Pernambuco com Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, o sentimento de fraternidade e de alegria do 16 de julho na capital do Estado.

 

Oxum é a força da água doce na natureza, Deusa da fertilidade, do amor e da prosperidade, mãe das crianças e símbolo de empoderamento feminino. A ideia para o festival vem sendo semeada desde 2013 pela artista Karynna Spinelli, no Ilê de Culto Africano Santa Bárbara (no Morro da Conceição) com o ‘Mulucum da Oxum’ – cerimônia anual estritamente religiosa para louvação e realização de oferendas à Divindade. Este ano, nasce o momento de comemoração junto ao público para somar forças à celebração católica tradicional da data, agregando, incluindo, criando mais um espaço de comunhão entre as pessoas e passando a integrar o calendário anual de festas, fortalecendo inclusive a diversidade e o turismo religioso em Pernambuco.

 

Em virtude da pandemia, a primeira edição do Festival Água Doce será on-line, através de uma live, e reunirá nomes importantes para o Brasil como Beth de Oxum (PE), Cris Pereira (DF), Juliana Ribeiro (BA), Karla da Silva (SP/PT), Luiza Dionízio (RJ) e Karynna Spinelli (PE), esta última a idealizadora do festival e que também lançará música que compôs para o encontro, durante a ocasião. O intercâmbio cultural será protagonizado por essas seis mulheres, cantoras e todas ‘filhas de Oxum’, que cantarão em português e em Yorubá (língua de matriz africana) canções autorais, músicas da MPB e toadas de terreiro em um verdadeiro encontro de arte, fé, beleza e ancestralidade.

 

Para 2021, Karynna ainda promete: “esse ano até as oferendas eu fiz na presença de apenas três pessoas para respeitar o isolamento social, lá nas cachoeiras de São Benedito do Sul (PE)… Mas ano que vem, sem pandemia, além dos shows físicos com o público celebrando presencialmente, o festival contará com cortejos, feiras culinária e de artesanato, oficinas percussivas, palestras com temas importantes como as questões acerca do privilégio branco, sobre respeito religioso e a importância de sermos todos antirracistas, contação de histórias sobre os Orixás para o público infantil e a louvação em Yorubá pra Oxum feita por Iyalorixás (mães de santo) do Estado.”

 

As redes sociais do festival já estão ativas no Facebook e Instagram (@festivalaguadoce) com todas as informações.

 

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