23 dezembro

Empresários do setor de alimentação fora da casa na Paraíba se dizem perplexos com redução de horário de funcionamento

Empresários do setor de alimentação fora da casa na Paraíba se dizem perplexos com redução de horário de funcionamento

Graco Parente

Os presidentes da Abrasel-PB (Associação de Bares e Restaurantes), Arthur Lira, e do Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação de João Pessoa – SEHA-JP, Graco Parente, disseram que o segmento está perplexo com o Decreto publicado no Diário Oficial da Paraíba, nesta terça-feira (22), que reduz o horário de funcionamento de bares, restaurantes, praças de alimentação e lojas de conveniência nos dias 24, 25, 31 de dezembro de 2020 e 1º de janeiro de 2021 em todo o Estado da Paraíba e orienta os municípios a não promoverem comemorações alusivas à passagem de ano.

 

 

De acordo com os dois empresários, a medida será questionada na Justiça – já há um movimento para que seja ingressado uma liminar para evitar o cumprimento da nova regra -, por prejudicar ainda mais todo o segmento de comida fora de casa. Se a situação já vinha grave, conforme Graco Parente, passou a ser desesperadora, porque, mesmo com a queda no faturamento durante o período mais severo do isolamento social em decorrência da pandemia do coronavírus, muitos empresários investiram para realizar os tradicionais jantares de Natal, com a reunião de amigos e, principalmente, familiares.

 

Quando cita ‘investimento’, Graco Parente se refere a compra de produtos para abastecer os estoques, contratação de pessoal para atendimento e segurança, além de ter que devolver o dinheiro recebido de alguns clientes que fizeram reservas para os jantares com pagamento antecipado. O empresário disse que não há como dimensionar o prejuízo com uma medida, de acordo com ele, “descabida e inoportuna”, às vésperas do Natal e Ano Novo.

 

 

Assim como Graco, Arthur Lira disse que a medida tira das pessoas a possibilidade da confraternização segura, já que o setor adotou todos os protocolos de biossegurança discutidos com toda a cadeia produtiva, aprovada pelos órgãos públicos de saúde, seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde. O governo, segundo Lira, não pode tomar uma medida dessa “baseado na mera suposição de que o horário normal de funcionamento que vem sendo aplicado aumentará o número de casos e decretou fechamento injustificado de atividades lícitas.”

 

[Fonte: turismoemfoco.com.br]

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