23 março

Débora Gil Pantaleão faz campanha de financiamento coletivo para publicação de dois livros

Débora Gil Pantaleão faz campanha de financiamento coletivo para publicação de dois livros

Débora Gil

Em constante transformação, Débora Gil Pantaleão utiliza a palavra como ferramenta de expressão de suas próprias angústias. Seja através de poemas, como é o caso de “Se eu tivesse alma”, ou na novela “Causa morte”, a linguagem e suas experimentações ficam evidentes a cada verso ou período. Esses dois livros serão republicados com a ajuda de seus leitores e pessoas interessadas em seu trabalho através de campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.

 

 

Para contribuir com a campanha, que vai até o dia 5 de maio de 2019, é preciso acessar o endereço oficial no Catarse (https://www.catarse.me/seeutivessealma_e_causamorte). Os valores vão de R$ 10 até R$ 275 para pessoas físicas e R$ 800 para empresas que queiram incentivar Débora na tarefa de se republicar. O valor total da meta de arrecadação é de R$ 7,931 mil. Dentre as recompensas, há desde marcadores de páginas, prints das capas e dedicatórias até um curso online, com vagas limitadas, com a autora, sobre criação literária.

 

 

Além de escritora, Débora Gil também tem sua própria editora, a Escaleras. O foco principal é a autoria feminina, embora a editora já tenha publicado livros de autores também, sempre com o propósito de não apenas aceitar ou rejeitar projetos, mas buscando apontar caminhos para os escritores. Até o início de 2019, a Escaleras já lançou 17 livros, de autores de estados como Paraná, Paraíba e Pará, sendo o primeiro deles “Histórias Nada Sérias”, da premiada escritora Maria Valéria Rezende.

 

 

Com o dinheiro arrecadado pela campanha, Débora republicará dois livros. “Se eu tivesse alma” é uma coletânea com 40 poemas, o primeiro da autora, lançado em 2015. Já “Causa morte” é uma novela com 13 capítulos, com títulos baseados em expressões populares. A história se passa na cidade portuária de Cabedelo, na Paraíba, e faz uma espécie de paródia de personagens da história da literatura que se viam fascinados pela ideia da infinitude, ou seja, de viver para sempre. Aqui, o protagonista não quer continuar vivo e apresenta motivos como preconceito e repressão religiosa para tal. O livro foi a primeira prosa de Débora Gil, lançado em 2017.

 

 

Quem é ela?
Débora Gil Pantaleão (João Pessoa/PB – 1989) é vegana, feminista e editora na Escaleras. Graduada, mestre e doutoranda em letras, é também especialista em psicanálise. Publicou livros de prosa – Causa morte (novela – 2017) e Nem uma vez uma voz humana (contos – 2017) – e de poesia, Se eu tivesse alma (2015), Vão remédio para tanta mágoa (2017), Sozinha no cais deserto (2018) e objeto ar (2018). É coeditora da revista independente Malembe.

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